Histórico

A história da Ecorodovias começou em 1997 com a Primav Construções e Comércio, do Grupo CR Almeida, empresa com atuação no setor de construção pesada e responsável por projetos relevantes no setor de infraestrutura no Brasil. A partir de 1998, passou a contar com a parceria estratégica da europeia Impregilo International N.V., do Grupo Impregilo S.p.A, maior construtora de capital aberto da Itália, primeiramente na Ecovias dos Imigrantes, e, em 2002, na Ecorodovias, por meio de compra de participação acionária. Em 2013, a Impregilo vendeu sua participação acionária na Ecorodovias.

Em maio de 2016, o Gruppo Gavio, um dos maiores conglomerados de infraestrutura da Itália, com mais de 1.400 Km de rodovias sob administração, passou a fazer parte do grupo de controle da Ecorodovias.

A primeira experiência da Companhia, já com foco na estratégia de atuar em corredores de importação e exportação e em importantes eixos turísticos, se deu ainda em 1997, quando o Grupo passou a controlar a Ecovia Caminho do Mar, concessionária que administrou até novembro de 2021, com 137 quilômetros de rodovias entre a capital paranaense e o Porto de Paranaguá. Em 1998, a Ecorodovias conquistou mais duas concessões: a Ecovias dos Imigrantes, que opera a principal ligação da região metropolitana de São Paulo com o Porto de Santos, o Polo Petroquímico de Cubatão e as praias da Baixada Santista; e a Ecosul, concessionária que administra o Polo Rodoviário de Pelotas, no Rio Grande do Sul, acesso ao Porto de Rio Grande e ao litoral gaúcho.

Em 1999, o Grupo deu mais um grande passo para sua consolidação no mercado de infraestrutura com o início das obras de construção da pista descendente da Imigrantes, projeto que estava parado desde a década de 70 e que a Ecovias tirou do papel em menos tempo do que o previsto. Pelas modernas tecnologias de gestão ambiental utilizadas, o projeto foi considerado obra de referência para o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A nova pista foi entregue em dezembro de 2002.

A experiência desenvolvida com as primeiras concessões foi decisiva para a aquisição, em 2007, da Ecocataratas, empresa que administrou até novembro de 2021, a BR-277, de Guarapuava a Foz do Iguaçu, acesso ao Mercosul e à região turística de Foz do Iguaçu; e para vencer a licitação que deu direito à operação do Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, em 2009, pela Ecopistas, que liga a capital paulista ao Vale do Paraíba, às praias do litoral norte e ao Porto de São Sebastião.

A admissão do Grupo no Novo Mercado aconteceu em abril de 2010, com sua Oferta Pública de Ações (IPO).

Na área portuária, a Ecorodovias começou a atuar em 2012 com a aquisição do antigo Complexo Tecondi. No ano seguinte, dando continuidade à integração entre as empresas, o Complexo mudou de nome para Ecoporto Santos. No Espírito Santo, o Grupo passou a operar a Eco101 em 2013, no trecho da BR-101 que liga o Rio de Janeiro até o trevo de acesso ao município de Mucuri na Bahia. Já em 2015, mais uma conquista de orgulho para a Ecorodovias: a entrada no Rio de Janeiro por meio da Ecoponte (Ponte Rio-Niterói), que administra os 13,2 quilômetros de extensão da Ponte Presidente Costa e Silva e seus trechos de acessos, totalizando 23,4 quilômetros de extensão.

Em 2016, a Companhia tomou a decisão de desinvestir do setor logístico e focar em concessões rodoviárias, alienando a Elog Sul e a Elog em 2016 e 2018, respectivamente. Ainda em 2018, a Ecorodovias foi vencedora do leilão e começou a operar a Eco135 no estado de Minas Gerais, um importante corredor viário de longa distância do país e integra a principal rota de interligação entre as regiões Sudeste/Sul e Nordeste. Neste mesmo ano, a Companhia firmou um contrato para a aquisição da MGO, atualmente, Eco050, que é responsável pela operação da BR-050 (GO/MG), no trecho de 436,6 quilômetros que começa no entroncamento com a BR-040, em Cristalina (GO), e se estende até a divisa de Minas Gerais com São Paulo. A conclusão dessa aquisição que estava sujeita à verificação de certas condições precedentes, as quais incluíam a aprovação prévia da ANTT foram cumpridas e a transação foi concluída no final de maio de 2019.

Em leilão realizado em 2019, a Ecorodovias foi vencedora e tornou-se responsável por administrar a BR-364/365, atualmente, Ecovias do Cerrado, com extensão de 437 quilômetros, composto por 192,7 quilômetros da BR-364 e 244,3 quilômetros da BR-365. A BR-365 liga Uberlândia, principal cidade do Triângulo Mineiro, com a divisa de Minas Gerais com Goiás, onde se conecta com a BR-364. A extensão da BR-364 vai da cidade de Jatai (GO), até o entroncamento com a BR-365, na proximidade da divisa dos dois estados. O trecho faz parte de uma das mais importantes rotas para o escoamento de grãos do Centro-Oeste até o Porto de Santos. Também é uma importante rota para abastecimento da região sul de Goiás e Minas Gerais, principalmente com produtos de carga geral, indústria, materiais de construção e alimentos.

Em abril de 2021, a Ecorodovias foi classificada em primeiro lugar, por meio de consórcio, o qual foi constituído pela Ecorodovias com 65% de participação e pela GLP, por meio da sua controlada GLP X Participações, com 35% de participação, para exploração por 35 anos da BR-153/414/080/TO/GO, atualmente denominada Ecovias do Araguaia, totalizando 850,7 km. A concessão é uma das principais ligações entre o Meio-Norte e o Centro-Sul do país.

Hoje, a Ecorodovias é uma das principais companhias de infraestrutura do Brasil, com cerca de 4,8 mil colaboradores, 9 concessões rodoviárias e um ativo portuário com atuação em oito estados da federação, localizados nos principais corredores comerciais das regiões Sul e Sudeste.

 

Nota:
(1) Dados financeiros pró-forma consolidados pela Ecorodovias, considerando apenas os ativos rodoviários (100%). Os números excluem receitas de construção.